Alguns garimpos parecem guardar histórias silenciosas. Uma mesa com marcas de uso, uma cadeira de design esquecida em um antiquário, uma luminária que atravessou décadas. No universo de arquitetura de interiores, esses achados são capazes de transformar ambientes ao acrescentar camadas de história, autenticidade e emoção, qualidades que dificilmente surgem apenas a partir de peças recém-saídas de fábrica.
A atemporalidade dentro da arquitetura de interiores sempre foi um tema muito discutido entre profissionais da área, entusiastas, admiradores e estudiosos: afinal, construir algo que resiste com o passar dos anos – tanto em estrutura, quanto em estética –, é uma tarefa que resulta em ambientes funcionais e harmônicos, mesmo com o advento de novas tendências e inovações tecnológicas.
Com 95 m² e sem intervenções estruturais radicais, o projeto assinado pelo escritório Brunno Costa Arquitetura parte de uma premissa clara: transformar a dinâmica do apartamento a partir de decisões precisas. O imóvel nunca havia passado por reforma e precisava responder a um novo momento de vida do casal de advogados, por isso, a prioridade era criar um espaço mais fluido, capaz de acomodar a rotina e, ao mesmo tempo, receber com conforto. "A principal ideia foi integrar os ambientes da sala, cozinha e área gourmet, criando um espaço mais amplo, funcional e conectado para o dia a dia", explica o arquiteto.
Com 250 m², este apartamento no Morumbi, em São Paulo, foi redesenhado pela arquiteta Marcela Penteado para um casal com dois filhos que, vindos do interior, buscavam recriar no cotidiano urbano a sensação de acolhimento e permanência das casas onde cresceram. A reforma parte desse desejo e o traduz em uma arquitetura que aproxima a vida na cidade de uma experiência mais lenta, afetiva e contínua de morar.
Não tem como imaginar uma cozinha sem uma boa cuba. Essencial para as atividades que realizamos com água – essencialmente a higienização dos alimentos e a lavagem da louça suja –, sua designação é determinante para a dinâmica do ambiente. "Além deste espaço interno de manuseio, sua eficácia também está na conexão que promove com a hidráulica para o escoamento da água", pontua a arquiteta Isabela Nalon.
Entre mar, floresta e memórias afetivas, a Casa Corcovado surge como uma interpretação contemporânea da chamada bossa carioca. O projeto, assinado pela arquiteta Paula Martins — representante do estado do Rio de Janeiro na primeira Bienal de Arquitetura Brasileira (BAB) — foi um dos selecionados em concurso que elegeu 27 projetos de residências com cerca de 100 m², cada um representando um estado brasileiro no Pavilhão das Culturas Brasileiras (PACUBRA), e integra o pavilhão dedicado ao bioma Mata Atlântica. Na proposta, a arquiteta transporta para um apartamento em São Paulo a atmosfera leve, sofisticada e informal que define o estilo de vida carioca.
Assinado pelo arquiteto Raphael Wittmann, esse projeto localizado nos Jardins (SP) traz soluções sob medida, marcenaria e design autoral e espaços que refletem identidade
O Apartamento...
Localizado no Campo Belo, em São Paulo, este apartamento de 165m² foi pensado para atender às necessidades de uma família composta por dois adultos e uma criança, com foco na criação de uma área social ampla, integrada e acolhedora. Desenvolvido pelo escritório TT Interiores, o projeto equilibra modernidade, sofisticação e conforto, resultando em uma atmosfera contemporânea e atemporal.
Em Moema, São Paulo, uma clínica médica multidisciplinar de 85m² prova que é possível aliar funcionalidade, conforto e beleza em um mesmo projeto. Com assinatura da arquiteta Camila Palladino, à frente do escritório Palladino Arquitetura, o espaço foi pensado para oferecer bem-estar desde o primeiro contato, com ambientes que fogem da aparência fria e impessoal comum em estabelecimentos de saúde.
O dormitório deixou de ser apenas o lugar de dormir. Cada vez mais, ele assume o papel de refúgio pessoal dentro da casa — um espaço onde o tempo desacelera e a rotina encontra pausas necessárias. Nesse contexto, as salas íntimas surgem como extensões naturais do quarto, criando áreas destinadas à leitura, à contemplação, ao trabalho leve ou simplesmente ao ato de estar consigo mesmo.














